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A ocupação dos jovens nos mercados de trabalho metropolitanos

27 mar

Em 2005, no Distrito Federal e em cinco regiões metropolitanas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo) , a população jovem, entre 16 e 24 anos, somava 6,5 milhões de pessoas, correspondendo a 23,8% da população acima de 16 anos residente nestas áreas. Deste contingente, grande parte – 4,6 milhões – fazia parte da força de trabalho local, na condição de ocupados ou de desempregados. Em outras palavras, os jovens têm expressiva presença na População Economicamente Ativa (PEA) com mais de 16 anos, e representam um quarto dos trabalhadores (25,0%).

Estas informações constam do Estudos e Pesquisas nº 24,  A ocupação dos jovens nos mercados de trabalho metropolitanos que o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – elaborou com base nos dados das seis regiões onde, em parceria com Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), Ministério do Trabalho e Emprego/FAT e governos locais, realiza a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). O estudo completo pode ser acessado na página do DIEESE.

Entre os ocupados com mais de 16 anos (15,2 milhões), os jovens representaram uma proporção de 20,7%, totalizando 3,2 milhões de pessoas. No entanto, quando se consideram os desempregados, a proporção é bem maior: entre os 3,2 milhões de desempregados acima de 16 anos nas regiões metropolitanas analisadas, 1,5 milhão de pessoas estavam na faixa etária entre 16 e 24 anos, o que significava 45,5% do total de desempregados acima de 16 anos.

A situação dos jovens ocupados, nas seis regiões pesquisadas apresenta variações dadas pelo poder aquisitivo de suas famílias, seu nível de escolaridade, o tipo de inserção no mercado de trabalho, se continua ou não estudando.

Um perfil geral indica que o jovem ocupado é do sexo masculino, possui ensino médio completo, tem dificuldade de conciliar trabalho e estudo, desenvolve suas atividades no setor de serviços, cumpre uma extensa jornada de trabalho (acima de 39 horas em todas as regiões analisadas), é assalariado e tem carteira de trabalho assinada. O rendimento é muito variável, situado entre um e dois salários mínimos.

Contudo, é nítida a desigualdade de oportunidades ocupacionais quando se leva em consideração o grupo de renda familiar a que pertence esse jovem ocupado. Notadamente, a realidade ocupacional dos jovens oriundos das famílias mais pobres situa-se muito aquém desse perfil, uma vez que a grande maioria apenas trabalha e não estuda, possui o ensino fundamental incompleto e recebe rendimentos médios inferiores a um salário mínimo. A realidade ocupacional dos jovens oriundos das famílias com melhor poder aquisitivo apresenta níveis superiores ao perfil médio esboçado – apesar de também revelar traços preocupantes como a extensa jornada de trabalho.

É clara a influência da condição de renda da família sobre o perfil ocupacional dos jovens e, a partir dessa constatação, é importante a elaboração de políticas públicas que, de um lado, promovam uma melhor distribuição da renda no País e, de outro, busquem o desejável equilíbrio entre a formação escolar e profissional e a inserção do jovem no mercado de trabalho.

Responda ao nosso questionário sobre salário e condições de trabalho.

Fonte: http://meusalario.uol.com.br/main/emprego/jovem/a-ocupacao-dos-jovens-nos-mercados-de-trabalho-metropolitanos 

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Publicado por em março 27, 2011 em Sem categoria

 

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